CONFIANÇA!
15 de setembro de 2020
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21 de outubro de 2020
 

Meditemos hoje esta bela declaração de Jesus: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigênito, para que todo o homem que acredita n`Ele não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16)

Podemos ler esta Palavra de Jesus, interpretando-a à luz da história da Salvação. Mais ou menos assim, ficaria a declação: Meu Pai, o Deus Todo Poderoso, amou a mim, Jesus, desde toda eternidade! Ele criou tudo o que existe por amor e para o amor. Sendo assim, Ele criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e, mesmo eles: homem e mulher, endureceram os seus corações pelo pecado, Deus não os abandonou!

Meu Pai amou tanto, mas tanto o mundo que enviou, a mim Seu Filho, para oferecer a salvação para todos. E, todo o que acreditar em mim, ganha de presente a vida plena, a vida eterna!


Já sabemos que para conhecer a Deus deveremos abrir a Sagrada Escritura, Ele próprio, nos conta quem Ele é.

- O Pai é a fonte do amor! É Ele que nos ama desde sempre e entregou o seu Filho à morte por todos nós. O amor do Pai, amor gratuito e infindável, é o que nos torna capazes de amar. “Deus não nos ama porque somos bons e bonitos; Deus torna-nos bons e belos porque nos ama” (S. Bernardo). - O Filho é o eterno Amado! Ele é aquele que desde sempre se deixou amar. O Filho mostra-nos que não só a gratuidade é divina, mas também a gratidão, o deixar-se amar. Não basta amar, é preciso deixar-se amar. Só seremos imagem do Filho na medida em que sabemos acolher os outros. Na verdade, quando não se acolhe o outro, não se acolhe Deus.  - O Espírito é o vínculo do amor! O Espírito Santo é o que une o Pai – Fonte do amor e o Filho – o Bem-Amado do Pai. Quando recebemos o Espírito somos capazes de nos unir a Deus e aos irmãos. O Espírito é a liberdade e o dom do amor divino. É por isto que, quando abrimos o nosso coração ao Espírito Santo, somos impelidos à missão porque não podemos guardar só para nós o dom do amor com que somos amados.

Na Cruz, o Amor misericordioso de Deus chega ao seu ponto máximo: o Pai, que doa o seu Filho único para a salvação do mundo; o Filho, que cumpre até ao fundo o desígnio do Pai; e o Espírito Santo – infundido por Jesus no momento da morte – que vem tornar-nos partícipes da vida divina e a transformar a nossa existência, para que seja animada pelo amor divino. 

A Santíssima Trindade habita na nossa alma como num templo. São Paulo faz-nos saber que o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Cf. Rm 5, 5). Temos de nos acostumar a relacionar-nos com Deus Pai, com Deus Filho e com Deus Espírito Santo, que mora no nosso coração.

Também a fé no Deus uno-trino tem consequências na nossa vida pessoal, eclesial e social. Cada cristão deve dar a reconhecer o rosto de Deus que é Pai, Filho e Espírito. Cada cristão deve ser imagem visível da Trindade que tudo gratuitamente dá. Tornar-se sinal de um autêntico diálogo de amor, de entendimento reciproco e de disponibilidade a abrir o coração a quem precisa de se sentir, acolhido, amparado e amado.