O BEBER DA ÁGUA VIVA
21 de julho de 2021
A PALAVRA DE DEUS E O DOM DA FÉ
21 de julho de 2021

São João chamou a nossa atenção para o coração de Cristo na significativa passagem da cena ocorrida depois da morte do Salvador: “Quando chegaram a Jesus, tendo visto que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água”(Jo 19,34).

A parede de carne que ocultava o coração amantíssimo do Redentor foi rasgada concedendo aos homens o manancial das misericórdias divinas, o mistério dos grandes amores de Cristo.

O Evangelista registrou com carinho aquela sua frase: “tenho compaixão deste povo”(Mt 15,32).As curas que Ele operou foram movidas por imensa bondade, como a que fez sarando o paralítico de Betsaida. Ante a dor da viúva de Naim que acompanhava o funeral do filho querido eEle o ressuscita para alegria da mãe a quem o entrega num gesto de sublime generosidade. Coração sensível e delicado, que perdoa a mulher adultera.

Suas parábolas refletem estes sentimentos. Quanta doçura e complacência no trecho sobre o filho pródigo e a ovelha perdida! Ele é o bom samaritano, o Bom Pastor. Procurou afetuosamente a Zaqueu e acolhe no seu Reino o bom Ladrão, reabilitou Pedro.

É tudo isto que palpita no Coração de Jesus, Coração queé símbolo e centro natural de todas as virtudes, que é símbolo e centro de seu amor para com o Pai e para com as criaturas.

Para isto, segundo São Paulo,é preciso que Cristo habite pela fé em nossos corações, arraigados e fundados no amor, para que possamos compreender com todos os Santos qual seja a largura e o comprimento, a altura e a profundidade deste Mistério de Cristo e conhecer também aquele Amor de Cristo que excede a toda a ciência (Ef 3,17-19).