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Número de flagrantes cresceu de 182 em 2018 para 238 no ano passado, segundo os dados da SSP. Cidade com mais casos é Campinas, que somou 138 só em 2019.

O número de flagrantes de intolerância religiosa registrados pela Polícia Civil na Região Metropolitana de Campinas (RMC) subiu 30,7% em um ano. As delegacias das 20 cidades computaram 182 casos em 2018 contra 238 em todo o ano passado. O presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) explica que o crime pode se manifestar de várias formas e que, apesar da alta, ainda há subnotificação.

Os dados foram obtidos pela produção da EPTV com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A cidade com o maior número de casos é Campinas, com 138 no ano passado. A alta em relação a 2018 foi de 32,7%.

Dos 20 municípios, apenas três não tiveram aumento no período comparado: Jaguariúna, Paulínia e Santo Antônio de Posse. Outros seis mantiveram os mesmos números. Veja os dados abaixo.

Casos de intolerância religiosa na RMC

Cidade20182019
Americana1517
Artur Nogueira01
Campinas104138
Cosmópolis22
Engenheiro Coelho01
Holambra01
Hortolândia00
Indaiatuba1318
Itatiba612
Jaguariúna40
Monte Mor22
Morungaba11
Nova Odessa25
Paulínia43
Pedreira11
Santo Antônio de Posse10
Santa Bárbara d’Oeste99
Sumaré1117
Valinhos55
Vinhedo25
Total182238

Vítima deve buscar direitos

O advogado Ademir José da Silva, presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB, afirma que a intolerância inclui ofensas, xingamentos, censuras ao tipo de roupas ou adereços e chega até a destruição de objetos, templos religiosos e casos agressões. O presidente da comissão entende que, apesar do aumento, o número de casos ainda não condiz com a realidade. “É necessário que quem sofra a agressão primeiro tenha a consciência de que aquilo é uma agressão e procure os seus direitos”.